( Conversando con la estatua de
Drummond de Andrade en Copacabana-RJ )
Rosenna

¡Hola poeta!..permítame
a su lado sentarme,
vamos a conversar...
hace un tiempito que quería
con usted hablar...
usted callado siempre a todos
parece escuchar...
pero...yo hablo y hablo...
y creo que no ve mis pies descalzos,
ni observa mi triste mirar...
¿sabe poeta?..
por las noches bebo mucha aguardiente
para no ver ni pensar,
vio que triste es la vida
de los que no tienen hogar?..
pero eso pasa...
y no se puede remediar.
Y ahora cuénteme poeta...
usted que lleva tiempo aquí sentado...
viendo la vida pasar,
usted que mira la ciudad
desde este bonito lugar,
tan cerquita del mar...
dígame poeta, yo quiero saber
...si es de este lugar...
que la vida se ve con otro color de cristal...

Buenos Aires-Argentina
9/8/06





( Conversando com a estátua de
Drummond de Andrade no Rio de Janeiro)


Oi poeta!..permita-me
ao seu lado sentar-me,
vamos conversar...
faz um tempinho que queria
com você falar...
você calado sempre a todos
parece escutar...
mas...eu falo e falo...
e acho que não vê meus pés descalços,
nem observa meu triste olhar...
sabe poeta?..
pelas noites bebo muita cachaça
para não ver nem pensar,
viu que triste e a vida
dos que não têm lar?..
mas isso acontece...
e não se pode remediar.
E agora conte-me poeta...
você que leva tempo aqui sentado...
vendo a vida passar,
você que olha a cidade
desde este bonito lugar,
tão pertinho do mar...
diga-me poeta, eu quero saber
...se é deste lugar...
que a vida se vê com outra cor de cristal...

Buenos Aires-Argentina
9/8/06