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Lentamente...voy despertando...
desperezándome de mi letargo...
dejando atrás paisajes descoloridos,
montañas nevadas y frío...
Altanera y avasallante
entro exultante
a mi paso estoy derrochando
de rojo, verde y malva
desde el campo al balcón
Soy flor que se abre a la vida,
crisálida queriendo transformación
en frágil mariposa de color.
Me abro paso por el cielo
mezclada entre miles de golondrinas
que emigran buscando calor...
soy rama florida de suaves azahares
que luego en frutos convertiré...
soy el rocío cálido de la madrugada,
el tibio rayo de sol entrando por las ventanas...
el beso de labios juveniles,
le canto al amor y la pasión,
me siento como Cupido flechando corazones
porque Primavera soy!..

português
Lentamente...vou despertando...
espreguiçando-me de meu letargo...
deixando atrás paisagens esmaecidos
montanhas nevadas e frio...
Altaneira e avassalante
entro exultante...
a meu passo estou esbanjando
de vermelho, verde e malva
desde o campo à varanda
Sou flor que abre-se à vida,
crisálida querendo transformação
em frágil mariposa de cor.
Abro-me passo pelo céu
misturada entre milhares de andorinhas
que emigram procurando calor
sou ramagem florida de suaves flores de laranjeira
que logo em frutos convertirei...
sou o orvalho cálido da madrugada
o morno raio de sol entrando pelas janelas...
o beijo de lábios juvenis,
canto-lhe ao amor e a paixão,
sinto-me como Cupido flechando corações
porque Primavera sou!..

17-9-05

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